
Finalmente retorno a este blog depois de tanto tempo sem postar nada. Devo dizer que desde então, coisas de demasiada relevância - e outras nem tanto - permearam minha passagem ao longo do tempo.
A mudança. Idéias vêm e vão. Formas alteram-se e solidificam-se. Meios e fins, portanto, não fogem a esta regra tão elementar e tão primordial. Ouso dizer que a tessitura do existir não é uma linha tênue e frágil de lembranças e memórias conectadas por um fim condutor a cujo nome atribuimos uma palavra multisignificados, o tempo. O pulso de uma labareda, apoteose da existência, depende tão-somente do movimento.
Flama lambaleante, vida malemolente.
De todo este propósito surge uma palavra: koiné.
Koiné.
Koiné.
Vocábulo advindo do grego alexandrino, a língua franca da Antigüidade pré-lupina, quando a sigla S.P.Q.R. não mais evocava um punhado de letras etruscas. Tanta prolixia e um significado simples: "comum".
O comum é o excepcional.
O comum é este blog.
Koiné.
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