Os dualismos são uma constante no pensamento humano desde os seus primórdios. Não só por serem de fácil assimilação, mas também por sua fácil aplicação a quaisquer eventos ou acontecimentos que surgem diante de nós. O dualismo chega a ser tão super-utilizado que, em termos de consciência coletiva, até o seu nome é descaracterizado, passando a ser chamado de senso comum.
Por mais que seja tentador rendermo-nos a este modelo, tal paradigma (ou dogma) é um dos grandes inibidores do livre desenvolvimento das potencialidades humanas. Um exemplo? Simples...
Quem gosta de economis-tas-tas, põe o de-do a-qui....huhuhu
Alguém!!?? Nem eu.
E eu estudo a dita cuja.
O olhar sistêmico pelo qual os economistas pertencentes à corrente majoritária, o neoclassicismo, se enveredam deriva de sistemas lógico-positivistas - o que, em boa linguagem leiga, quer dizer que cada fato tem sua "comprovação última" baseada em percepções sensoriais: gosto, cheiro, forma, textura e por aí vai.
Dualismos, por questões relacionadas à lógica, seguem o princípio do terceiro excluído, tertium non datur, a saber:
- A pode ser igual a 1 ou 2;
- Se A = 1, A não é 2; e vice-versa;
- Impossível A assumir outro valor se não 1 ou 2.
Claro! Quão insurpreendente ao nos depararmos com princípios de transitividade de preferências na axiomática de modelos econômicos. O manifesto do dualismo racional escancarado em meio a inúmeras situações "reais" que fogem à esta regra.
Ironicamente, uma das primeiras manifestações de um corpo de pensamento regrado por este princípio não se encontra no campo das ciências, mas sim na religião. O primeiro economista do mundo, quem diria, não foi um rico professor escocês de filosofia, mas um sacerdote persa pré-cristiano.
No jargão zoroastrista, asha (a Verdade) está para "a boa economia", como druj (a Mentira) está para o resto, id est marxistas, keynesianos e outras vertentes.
Diria que é mais aChismo mesmo...
terça-feira, 21 de julho de 2009
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