China preocupada com o crescente déficit de criatividade
Por um acaso, li a tal reportagem e me deparei com afirmações de que a falta de criatividade observada nas gerações mais jovens (Inovação, no dicionário adê-emístico) dinamitaria a competitividade das empresas chinesas no longo prazo.
Em linguajar não-economês, a diminuição de ritmo de criação de novos produtos compromete o posicionamento da empresa em questão no mercado. Competitividade admitida, esta condição significa, ipsis litteris, uma queda nas projeções futuras de lucro.
Isto me faz lembrar a história envolvendo Thomas Edison, o genioso inventor da lâmpada, e Tesla, inventor servo-croata pra uns, unidade de medida pra outros.
Diz-se que o engenheiro Tesla, recém-chegado do Império Austro-Húngaro aos EUA, foi apresentado a Thomas Edison por intermédio de um amigo em comum. Não demorou até que este o contratasse para trabalhar numa de suas firmas.
Muitas patentes depois, eis que nosso herói (Tesla, não Edison, viu?), ao cobrar parte dos rendimentos por suas invenções, recebe uma negativa do patrão. Inconformado, o inventor se retira, passando doravante a ganhar seu sustento valendo-se de seu intelecto avançado, ainda que, eventualmente, isto não o tenha impedido de morrer na miséria.
Edison, ao que consta, morreu rico.
Fim.

PS: Este panfleto-conto esconde algo um tanto quanto significativo. Alguns dos conceitos e invenções teslianos mais surpreendentes e revolucionários - raios-X e a Teoria do Campo Unificado, por exemplo - vieram após a quebra de vínculo com Edison.
Há uma indicação, portanto, da presença de um aspecto importantíssimo, mesmo que sutil, que vai além de quaisquer tópicos envolvendo relações trabalhistas ou sistemas de patentes.
O Não é a base da criatividade.
Entoar um "não" significa, antes de mais nada, desencadear uma ruptura com um caminho pré-estabelecido ou planejado. A negativa implica a busca por uma nova rota, adaptabilidade.
O enveredo de Tesla por coisas tão deslumbráveis é o desdobramento último do incontinuísmo - a não aceitação de uma cultura corporativa estatinâmica, a qual prima pela melhoria do já existente (As patentes de Edison, em sua maioria, são upgrades de invenções anteriores) do que pela criação do absolutamente novo.
Novo, neste caso, é conjunturação metafísica.
Novo é nonsense.
Mas aí já é prosa próxima.
@Copyright Thomas Edison & Co. All Rights Reserved.

Sou uma apaixonada pelo mundo dos blogs, você não acha fantástico ter contato com a opinião/visão do mundo de pessoas completamente diferentes de você? O meu único problema é a banalização extrema da minha própria vida; quem sabe um dia eu encontre um equilíbrio, receba um belo não e mude e/ou amadureça. Obrigada pelo elogio, fico bastante contente com essas coisas. E sim, novo é nonsense.
ResponderExcluirUm abraço.